segunda-feira, 12 de outubro de 2009

and now?


Sei que me odeias! Percebi-o logo na forma que disseste que já nada mais havia a falar! Quantas vezes afirmei perante ti que me irias odiar quando deixasse de te querer, quando chegasse o nosso fim?! O pior é saber que a culpada sou eu, que te prometi um mundo que eu sabia não te poder dar, que fiz perder o teu tempo sabendo que o tempo e a distância iriam roubar-me de ti.

Sempre fui sincera (e tu sabias!) que o meu amor por ti não se igualava ao teu. Sempre soubeste que no fundo eu buscava algo mais, algo que tu não me poderias dar por muito que tentasse, por muito que quisesses. E eu sempre soube que o final seria este, e mesmo assim fui em frente!

Só me resta pedir-te desculpa pelos silêncios, pelas indecisões, pelo egoísmo!

Sei que só o tempo fará sarar as marcas que em ti deixei, as feridas, mas apesar de tudo não te queria perder, acima de tudo eras meu amigo, meu confidente.

Talvez seja agora a minha vez de te dar o tempo que precisas. Porque eu sei que essa raiva toda vai acalmar, e talvez aí possamos retomar a nossa amizade!

Penso de mais (tu sabes!) e talvez por isso pus tudo em causa, bem antes de sentir que as coisas estavam a mudar. Decidi dar tempo e aí o fim foi inevitável. Tu percebeste logo que eu estava a fugir, a arranjar uma maneira de te explicar o que à muito tu sabias. O que mais dói é esse rancor que agora guardas!

Mas que poderia eu esperar se todas as decisões foram minhas?!

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